Obras

1º Livro
“A Batalha dos Vivos” lançada em Lisboa 27-08-2016. É uma obra poderosa que revela, com clareza e coragem, as raízes dos conflitos e desafios políticos da Guiné-Bissau.Com base em factos históricos e numa análise profunda da sociedade, o livro conduz o leitor por uma reflexão essencial sobre o passado, o presente e os caminhos para um futuro de paz e reconciliação.Uma leitura envolvente e necessária para quem quer compreender a realidade guineense — e acreditar na força do diálogo como instrumento de mudança.Descubra, reflita e faça parte desta jornada.

2º Livro

“A Guerra de Bissau”, apresentada em Lisboa em 2018, é uma obra investigativa sobre o passado recente da Guiné-Bissau. O livro, acompanhado de um documentário, revisita a Guerra Civil da Guiné-Bissau de 1998–1999 e destaca a importância de preservar a memória histórica através da escrita.
Com base numa pesquisa aprofundada, reflete sobre as consequências do conflito, como a perda de vidas, o enfraquecimento do Estado e o agravamento da pobreza e da corrupção.
Duas décadas depois, a obra convida à reflexão crítica e incentiva novas investigações sobre a história do país.

3º Livro

“Reflexos da Carta Secreta” Lançado em 2021, aborda o “caso 12 de abril” faz uma leitura crítica da realidade política e social da Guiné-Bissau, destacando nomes, datas e acontecimentos marcantes.
A obra denuncia a fragilização da unidade nacional por interesses de grupos e “grupinhos” em disputa pelo poder.
Retrata uma geração pós-independência marcada por promessas, hinos e slogans de esperança, mas que enfrenta crescente desconfiança e desilusão. Evidencia a intriga política, divisões entre “camaradas”, afastamento de competências e um ambiente de conflito constante. O diálogo substituido por acusações, golpes e contragolpes, com pactos de poder e instabilidade recorrente.

Democracia Atípica e as Tragédias do Terceiro Mandato

4º Livro

“Democracia Atípica e as Tragédias do Terceiro Mandato”

Uma obra transversal que analisa a fragilidade das democracias incipientes — Estados que se autodenominam democráticos so porque realizam eleições, ainda que conduzidas segundo regras próprias, frequentemente distantes dos padrões universais de transparência e equidade.

Observando daí o cumprimento parcial e seletivo dos princípios democráticos. Criam leis que não respeitm; constituições são juradas, mas reiteradamente violadas. O texto constitucional varias vezes transformado num instrumento maleável, utilizado conforme interesses circunstanciais — sobretudo quando se trata de legitimar a extensão de mandatos ou a permanência prolongada no poder.

As chamadas “aventuras do terceiro mandato” tornam-se, nesse cenário, não apenas uma questão jurídica, mas um catalisador de instabilidade política e social, levando a perda de vidas humanas.